05/07/09

.: CINEMA .: A Era do Gelo 3

Na minha jornada de pai nerd, era óbvio que este seria um final de semana reunindo diversão e obrigação na tarefa de conferir "A Era do Gelo 3". Levando minha pequena pelo braço, de pipoca e refrigerante em punho, fomos conferir o novo trabalho do brasileiro Carlos Saldanha. Já comentei por aqui que, das recentes franquias infantis, "Era do Gelo" é aquela da qual menos gosto, com a qual menos tenho identificação - "Madagascar" e "Shrek" conseguiram falar muito mais alto com a criança dentro de mim. Mas devo admitir que o primeiro filme, por exemplo, é uma delícia. O segundo já não me agradou muito. E o terceiro, seguindo uma progressão que eu não gostaria de ter visto acontecer, é sem dúvida nenhuma o mais fraco até então. Uma pena.

Tudo acontece de maneira previsível demais, requentando clichês e estereótipos de tal forma que minha filhota, com seus cinco aninhos, já sabia dizer que rumos a história tomaria. "Papai, agora vai acontecer isso, isso e aquilo", dizia ela, para depois completar "mas tudo bem, porque no final, eu sei que vai acontecer isso, isso e aquilo outro". Bingo. A menina acertava. E não foram poucas as vezes. Tá certo que é um filme infantil, não vou exigir viradas de roteiro dignas de um David Lynch. Mas, peloamordedeus, já ficou mais do que claro que os pequenos detestam ver os seus ágeis cérebros em formação sendo subestimados. O resultado final é bobinho, sem graça, sem sal, facilmente esquecível - e desnecessário. Não é daqueles filmes que eu assistiria novamente, em DVD, sem precisar ter uma criança do lado. Qualquer episódio do "Cocoricó" funciona bem melhor em termos criativos.

Foi bom que tenham finalmente dado mais espaço em tela para as gags visuais do esquilo pré-histórico Scrat? Claro. Mas isso daria, no máximo, um curta-metragem. E estaria mais do que bom. A preguiça Sid continua sendo o mais carismático bichinho da trupe? De longe. Mas suas cenas pouco acrescentam ao que já foi visto nos filmes anteriores. E o neurótico Buck, fuinha (ou algo semelhante) que guia a turma na jornada central, é de longe uma das melhores coisas da película? Sem dúvida. Mas ainda assim, insuficiente para segurar sozinho as quase duas horas de projeção.

E preciso acrescentar: não muda em absolutamente nada ver o filme em 3D. Pouquíssimas são as sequências que fazem uso inteligente e divertido da tecnologia, limitando-se a trazer personagens para primeiro plano ou colocar o cenário em duas ou mais camadas diferentes - como aconteceu com todos os filmes infantis que fui assistir vestindo aqueles óculos coloridos até o momento. Pff. Mais empenho, meu povo, mais empenho.

01/07/09

.: QUADRINHOS .: Persépolis 2.0

Para aqueles que achavam surpreendente o aspecto digital da Revolução Verde no Irã, esta é ainda mais incrível.


Uma dupla de fãs da HQ Persépolis mudou o texto do gibi original, que retrata a Revolução Islâmica de 1979, para explicar a situação atual do país. Está tudo lá: a contestada reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, os protestos em favor do candidato derrotado, Mir Hossein Mousavi , e a importância do Twitter em todo o processo. A nova obra pode ser lida no site http://www.spreadpersepolis.com/.

Os autores, como você bem pode imaginar, se mantêm no mais completo anonimato.

29/06/09

.: QUADRINHOS .: Uma nova Saga do Clone?

Sim, é verdade. Está marcada para ser lançada nos EUA em setembro. E sem essa de realidades alternativas: a idéia da editora é fazer uma nova versão da Saga do Clone dentro da cronologia oficial do Homem-Aranha. Afinal, sabe como é, o Mefisto estalou os dedos, apagou boa parte da história recente do personagem e, como ela, um dos piores momentos da história dos quadrinhos de heróis dos anos 90. Mas Ben Reilly, o Aranha Escarlate, está prestes a retornar aos holofotes. E este é o único detalhe concreto que se sabe do projeto até o momento.


Como os visitantes deste blog sabem que sou fanático leitor do Escalador de Paredes, obviamente choveram mensagens no meu e-mail comentando o fato. "Queremos contar a história como deveria ter sido contada", dizem Howard Mackie e Tom DeFalco, roteiristas envolvidos na minissérie e que, é claro, tiveram forte participação nos títulos aracnídeos de uma década atrás. "Sugeriu-se/ordenou-se enfaticamente que o arco de histórias não deveria acabar tão rápido. Aí, essa simples e organizada história - com início, meio e fim - ganhou um fim aberto", conta DeFalco, na época destituído do cargo de editor-chefe. Uma verdadeira zona de batalha tomou conta da Casa das Idéias, atingindo seu principal herói em cheio. Todo mundo colocou a mão na tal Saga do Clone, do chefão ao faxineiro, que com tantas intervenções editoriais tornou-se uma colcha de retalhos sem pé nem cabeça - de onde diabos você acha que surgiram tantos clones, o Kaine, o Aracnocida, o Judas Traveler, os Scriers e demais bizarrices? Isso sem falar na ressureição de Norman Osborn - que, na erá pós-Mefisto, não deve nem ter morrido, já que está no comando dos "Dark Avengers" surgidos depois de "Invasão Secreta". Confuso. Expliquem isso, senhores roteiristas.

Mais do que provar que a Marvel de hoje pode fazer melhor do que a Marvel dos anos 90, dando uma cara supostamente "decente" a um fracasso editorial retumbante, esta estratégia tem uma dose cavalar de marketing envolvida, como tudo que diz respeito à gestão do atual editor-chefe, Joe Quesada. Com a polêmica, ele cria visibilidade. E gera interesse dos fãs, que vão querer ler o resultado final apenas para saber se é tão ruim quanto eles pensam ou então uma surpresa. Foi assim como "Um Dia a Mais", com a morte do Capitão América (e seu retorno, conforme você pode ler alguns posts abaixo)...A curiosidade, mesma a mais mórbida, é inevitável. Como marketeiro, Quesada sabe bem o que faz. Resta saber se Mackie e DeFalco têm absoluta certeza do que estão fazendo criativamente ou se é apenas uma vingança pessoal. O que eu acho? Certos assuntos devem ser deixados onde estão. Quanto mais mexer, mais existe a possibilidade de feder. Este papo de clones já deu o que tinha que dar. Pode ser bom, admito. Ou pode ser apenas uma minissérie "esquecível". Mas também pode, e pode mesmo, ser um lixo. E aí a emenda vai ser pior do que o soneto. Uma palavra? Medo.

26/06/09

.: MÚSICA .: Um adeus ao rei do pop

Longe de mim querer ser advogado de defesa de Michael Jackson, o lendário músico que morreu nesta quinta-feira, dia 25, aos 50 anos. É óbvio que o sujeito tinha uma vida pessoal conturbada e problemática, às voltas com acusações de pedofilia e gastando a maior parte de sua fortuna em processos que o colocavam nas manchetes das principais publicações sensacionalistas do planeta. E também sofria de um sério problema de auto-imagem, que o levou a todas as transformações físicas responsáveis por torná-lo irreconhecível. Mas nada disso poderia - ou pelo menos, deveria - eclipsar seu talento e sua inegável importância para o cenário musical. O título de "Rei do Pop" não era mero marketing. Era mais do que merecido.


No universo da música pop, Michael Jackson foi tão importante e revolucionário quanto Elvis Presley e os Beatles. E se vai deixando uma marca muitíssimo presente e visível, influenciando artistas como Justin Timberlake (assumidamente seu seguidor fiel), Beyoncé Knowles, Black Eyed Peas e incontáveis outros atuais líderes das paradas de sucesso. Por sinal, Michael Jackson fez mais do que mudar a música negra norte-americana. Ele virou toda a música pop mundial de pernas para o ar. Estabeleceu um novo padrão de qualidade, fazendo com que todos os outros artistas de sua época, independentemente do gênero musical, tivessem que correr atrás para adequar-se aos novos tempos. "Thriller", que até hoje permanece imbatível como disco mais vendido da história, era pop dançante de altíssimo nível. Mas também era rock, era blues, era soul. Tinha até a guitarra de Eddie Van Halen. Era uma enorme mistureba sonora que funcionava como uma engrenagem perfeita, que cativava, que emplacava um hit atrás do outro como se fosse a coisa mais natural do mundo.

O astro também foi responsável por um novo jeito de dançar, único e inconfundível, sempre imitado e reverenciado. Michael cunhou o moonwalkin', uma das mais marcantes imagens do nosso imaginário pop. Quem, em sã consciência, nunca tentou dar aqueles passinhos escorregando para trás? Ele também esteve por trás de uma nova forma de se enxergar os videoclipes como plataformas de lançamento para os singles nas rádios e para os discos nas lojas. Foi Michael Jackson quem fez dos clipes verdadeiras superproduções de orçamento milionário, com histórias próprias, alçando a MTV a um outro nível. A televisão se rendeu a esta nova linguagem, que foi imediatamente adotada por rappers, roqueiros e divas.

Repito: não sou defensor do que, porventura, Jackson tenha feito de errado em sua vida pessoal. Mas, sinceramente, pouco me importa a sexualidade de Michael Jackson. O que me interessa, de fato, é a sua música. E eu achava mesmo, de coração, que a turnê de Londres anunciada para o próximo mês faria mais do que tirá-lo do ostracismo. Ajudaria a recuperá-lo, a deixar os problemas de lado por um momento e focá-lo exclusivamente na música, ela e tão somente ela. Quem sabe até pudesse servir de incentivo para um novo disco de inéditas, mais do que aguardado por seus fãs. Infelizmente, tudo isso vai ficar no campo das especulações e das incertezas. Certeza mesmo, de fato, é que o cara era rei. E reis nunca perdem a sua majestade. O rei está morto. Longa vida ao rei.

25/06/09

.: MÚSICA .: You Can't Stop Rock 'n' Roll!

Você sabe onde vai estar no dia 14 de novembro? Bom, eu sei. Estarei, firme, forte e surtado, na casa de shows paulistana Via Funchal - onde vai acontecer o show dos norte-americanos do Twisted Sister. Pode procurar por mim que vai me encontrar, possivelmente esgoelando até os pulmões falharem. Será o aguardadíssimo primeiro show deles no Brasil (finalmente!), apresentação única no país e última chance de vê-los em turnê com a maquiagem e as tradicionais perucas e roupas multicoloridas.


Não, as mais de duas décadas de carreira do vocalista Dee Snider e sua trupe não se resumem a "We're Not Gonna Take It" e seu clipe exibido exaustivamente na MTV. Músicas como "I Wanna Rock" (com um vídeo tão clássico quanto) e "You Can't Stop Rock 'n' Roll" são igualmente hinos. Mas espero, de coração, poder ver também ao vivo canções como "Shoot 'Em Down", "Stay Hungry" e, é claro, a fantástica "Burn in Hell" - que, na minha opinião, deve ser o ponto alto da apresentação.

Tomara que eles não façam como das outras vezes e desmarquem tudo em cima da hora. E, por amor ao meu bolso, que os boatos sobre o AC/DC tocar por aqui no mesmo mês não sejam verdadeiros. Ai, ai. Porque, senão serei obrigado a presenciar as duas apresentações - que constam na minha lista de "cinco shows que ainda quero ver antes de morrer" (apenas para registro, os outros três seriam Metallica, Mötley Crüe e, obviamente, o Manowar).

22/06/09

.: QUADRINHOS .: America needs your help!

E como eu, você e toda a torcida do Flamengo bem sabíamos que aconteceria mais cedo ou mais tarde, o Capitão América original, Steve Rogers, vai enfim voltar do mundo dos mortos. Vai acontecer mais especificamente em "Captain America Reborn", uma minissérie publicada nos EUA a partir de julho, partindo dos eventos de "Captain America # 600". O roteiro será de Ed Brubaker, que vem fazendo um excelente trabalho no título do Bandeiroso mesmo antes do personagem bater as botas, e a arte de Bryan Hitch - sim, o mesmo Bryan Hitch de "Os Supremos Vol.I & II". Será que agora ele consegue cumprir os prazos de entrega?


"Nós vínhamos planejando esta história desde que o Capitão morreu", diz o editor Tom Brevoort. "Vai ser a nossa chance de explorar como as coisas mudaram nestes anos desde que Steve morreu, além de mostrar quem ele é de fato e porque se tornou o Capitão América", complementa Brubaker. E eu? O que acho? Ora, vamos, sabemos que dificilmente alguém morre de verdade nas HQs de heróis da Marvel e da DC, sejamos sinceros. E mesmo assim continuamos lendo! Todo mundo sabia que ele ia voltar - afinal, temos um filme sobre o herói estrelado quase saindo do papel, não dá para ignorar isso. E estamos falando de um personagem que simboliza o patriotismo ianque, tão em alta depois da eleição de Barack Obama, com ou sem crise. Ou a seguinte declaração de Brevoort não lhes soa comício de campanha, do tipo yes, we can: "Steve de volta parece refletir o sentimento atual de positividade e um mundo que quer acreditar em heróis novamente, que quer acreditar que os homens bons triunfam e que podemos ser pessoas melhores". Obama, como bom leitor de gibis, deve ter encomendado pessoalmente este retorno, fala sério.

Tudo que me importa é ver Brubaker dar continuidade ao trabalho de qualidade nos roteiros, evitando cair na breguice típica de histórias como esta - ouvi um lance sobre uma espécie de "jornada metafísica" e fiquei com muito medo. Mas Brubaker trouxe nada menos do que Bucky Barnes, o Robin do Capitão, de volta e o transformou em um personagem tão bacana e tão querido pelos leitores que acabou sendo a escolha - relutante, é verdade - para assumir o manto do amigo Rogers. Então, ele tem crédito, até. Vai ser divertido ver Rogers encarar Tony Stark, amigo e ao mesmo tempo rival na "Guerra Civil", depois de toda a cagada que os skrulls deixaram para trás. "Eu avisei. Ah, eu avisei", Rogers deveria dizer na cara multimilionária do Ferroso. É, acho que vai ser divertido.

.: FRASE .: Kerry King (Slayer)

"Somos chamados de SLAYER. Não vamos escrever sobre como está bom o clima. Nós teremos [no novo disco 'World Painted Blood'] guerra, anti-religião, demônios. O truque de fazer novos discos e ter sucesso com eles é dizer coisas similares de maneira diferente, para que você não plagie a si mesmo"

.: PERSONAGEM DA SEMANA .: Gavião Arqueiro

Tá certo que eu sempre gostei de arcos e flechas, o que me faz achar automaticamente os personagens arqueiros (Legolas, Arqueiro Verde, Arsenal e até o Robin Hood) muito mais estilosos. Mas o Gavião é dos personagens secundários mais bacanas da Marvel - seja com seu uniforme tradicional, sob a alcunha de Ronin (nos Novos Vingadores) ou tomando satisfações de Bucky Barnes de cara limpa, como Clint Barton mesmo.

15/06/09

.: QUADRINHOS .: Ponto Zero

O primeiro arco da webcomic Ponto Zero (http://www.arquivosbaldo.wordpress.com) conta a história do detetive Miguel Matoso - que, após passar por uma experiência de "quase morte", começa a investigar um misterioso caso de mortes gravadas em fitas de vídeo.

Assombrado pelos fantasmas do seu passado, Miguel chega até os limites da sanidade atrás do assassino, e cada pista o leva mais perto dos mistérios do mundo sobrenatural.

Um thriller noir em seis números com roteiro de Bruno Bispo e desenhos do amigo Victor Freundt. Material adulto.

10/06/09

.: CINEMA .: Hold your hammers high!

"Thor, The Mighty / Thor, The Brave / Crush the infidels in your way", diz o Manowar na letra de "Thor, The Powerhead". Não menos heavy metal é a declaração de Ashley Miller, co-roteirista da adaptação para o cinema das histórias em quadrinhos do Poderoso Thor, da Marvel Comics: "Vamos vê-lo lutando como doido e vamos sentir sua fúria. (...) Queremos ver sujeira e sangue, ouvir ossos estalando - e quando ele libera a tempestade, queremos mostrar o que é o poder de um deus em ação". Espetacular, não?


O lance é que o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, confirmou as escalações de Chris Hemsworth como Thor e Tom Hiddleston no papel de Loki. Vendo os recentes episódios de "Grey's Anatomy", tinha me convencido de que Kevin McKidd, o McArmy, era a escolha ideal para interpretar o Deus do Trovão - oolhar do camarada quando ele tenta enforcar Sandra Oh é ideal. Ainda estou tentando me acostumar a enxergar o sujeito ao lado como o visceral filho de Odin. Não vi o novo "Star Trek", no qual ele interpreta o pai de James T. Kirk. Portanto, sem preconceitos. Vou respirar fundo e dar uma chance à Marvel - por mais que seja a mesma Marvel que permitiu a publicação das recentes histórias dos X-Men e Quarteto Ultimate, além do volume III de "Os Supremos". Crap. Diacho. Estou misturando as coisas. Coisa de fã mesmo.

Coloquem logo o Mjolnir na mão do cara. Pois foi só depois de ver Hugh Jackman com as garras é que os leitores de quadrinhos entenderam que aquele australiano de cabelo lambido poderia ser, afinal, o Wolverine.

.: GAMES .: Brütal Legend

Continuo não sendo dos maiores apaixonados por videogames. Mas preciso dizer que estou me coçando para jogar Brütal Legend, que será lançado nos EUA no dia 13 de outubro. Olha só a prévia abaixo, com as participações de Rob Halford (Judas Priest), Lemmy Kilmister (Mötorhead) e Ozzy Osbourne. E o protagonista, um roadie que acaba sendo transportado para um universo com temas da mitologia nórdica, bem ao gosto das letras das bandas de heavy metal, é dublado por ninguém menos do que Jack Black - ator, humorista e headbanger declarado, vocalista da banda (?) Tenacious D. Onde eu assino?

.: MONDO NERD .: O aniversário do Pato Donald

Nesta terça, dia 7, o Pato Donald comemorou 75 anos de idade. Trata-se do personagem mais legal da família Disney - e por mais que eu tenha certa identificação comportamental com o Pateta (!), não há como não se apaixonar por este pato ranzinza, mal-educado e que sempre acaba se dando mal. Recomendadíssima, por sinal, a leitura deste artigo do Terra, que mostra que Donald é muito mais brasileiro do que o próprio Zé Carioca. Nunca duvidei disso.


Mickey Mouse? Pelamordedeus. Alguém expulse este mala sem alça de Patópolis, por favor. Se pessoas perfeitas já são chatas de doer, imagine só o que dizer de personagens tão certinhos, bonitinhos, engraçadinhos, fofinhos e delicadinhos. Juro que não sei como a Minnie aguenta o orelhudo há tanto tempo. Pensando bem, ela é tão pentelha quanto ele. Os dois se merecem.
QUACK!

.: CINEMA .: RIP David Carradine

Morto no último dia 4 de junho no que a polícia tailandesa chama de "acidente de masturbação" (não me façam entrar em detalhes, por favor), o ator David Carradine vem sendo constantemente lembrado pelo papel de Bill, o antagonista de Uma Thurman nos dois filmes "Kill Bill", de Quentin Tarantino. Tá certo que "Kill Bill" gera uma piada fácil e automática, embora de gosto duvidoso - não que eu tenha algo contra humor negro, veja bem. Mas eu prefiro homenagear Carradine pela lendária performance como o monge shaolin Kwai Chang Caine, da série setentista "Kung Fu". Carradine não era exatamente um primor de ator. Era até um tanto canastrão, é necessário confessar. Mas era justamente esta faceta que fazia do Gafanhoto - apelido dado por seu mestre no seriado - um personagem tão divertido e carismático. Vi diversas reprises dos episódios do programa na minha infância. E me lembrei imediatamente de boa parte deles quando Tarantino colocou Bill tocando uma flauta em "Kill Bill". Bons tempos aqueles. Que Carradine descanse em paz.

PS: Vocês sabiam que David Carradine é meio-irmão de Robert Carradine, o Lewis Skolnik do filme "A Vingança dos Nerds"?